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Conceitos

Pessoa com deficiência de acordo com Brasil (2004):

Pessoa portadora de deficiência é a que possui limitação ou incapacidade para o desempenho de atividade e se enquadra nas seguintes categorias:

a) deficiência física: alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções;

b) deficiência auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz;

c) deficiência visual: cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores;

d) deficiência mental: funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como:

1. comunicação;

2. cuidado pessoal;

3. habilidades sociais;

4. utilização dos recursos da comunidade;

5. saúde e segurança;

6. habilidades acadêmicas;

7. lazer; e

8. trabalho;

e) deficiência múltipla – associação de duas ou mais deficiências; e

Pessoa com mobilidade reduzida, é aquela que, não se enquadrando no conceito de pessoa portadora de deficiência, tenha, por qualquer motivo, dificuldade de movimentar-se, permanente ou temporariamente, gerando redução efetiva da mobilidade, flexibilidade, coordenação motora e percepção.

O termo atualmente aceito é Pessoas com deficiência, estes são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas (BRASIL, 2009).

Tecnologias Assistivas são “uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas funcionais encontrados pelos indivíduos com deficiência” (COOK; HUSSEY, 1995, p.5).

Segundo Iida (2005) a ergonomia prevê que os produtos, serviços e sistemas sejam adaptados aos usuários, e não o contrário. A ergonomia é focada em três aspectos fundamentais: física, cognitiva e organizacional. A ergonomia física aborda o estudo físico do corpo humano para que seja realizado o correto dimensionamento dos produtos. Isso engloba medições antropométricas, testes biomecânicos, prototipagem, pesquisa quantitativa e qualitativa com usuários para coleta de dados a respeito da coluna vertebral, dos sentidos, das funções neuromusculares e metabólicas, e do senso sinestésico.

A ergonomia cognitiva prevê o estudo do intelecto das pessoas. As pesquisas nesta área da ergonomia lançam mão de questionários e análise de sistemas de interferências mentais e cognitivas nos usuários de determinados produtos. A finalidade destes testes é obter dados que orientem a produção de produtos para que não causem pressão cognitiva ao usuário, fazendo com que o produto seja intuitivo, exija baixa concentração e destreza e tenha sua função explícita para o usuário

Por sua vez a ergonomia organizacional, também chamada de macroergonomia, se ocupa do entendimento do gerenciamento de recursos de pessoas, projetos de trabalho, cultura organizacional, forma de comunicação, organização em rede, gestão de qualidade, entre outros.

Segundo Jordan (1998) a usabilidade é apresentada por uma série de requisitos que podem ser medidos por escalas numéricas ou subjetivas. Entre os requisitos citados por Jordan (1998) estão: Consistência estética, funcional, interna e externa, compatibilidade, feedback, clareza visual e de operação, controle de usuários, prevenção de erros, acessibilidade, entre outros.

Referências

BRASIL, 2004. DECRETO Nº 5.296 DE 2 DE DEZEMBRO DE 2004b. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm>. Acesso em: 1 out. 2014.

BRASIL, 2009. DECRETO nº 6.949, de 25-8-2009, Artigo 1º da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

COOK, A.M.; HUSSEY, S. M. Assistive Technologies: Principles and Practices. St. Louis, Missouri. Mosby – Year Book, Inc. 1995.

IIDA, Itiro. Ergonomia: projeto e produção. São Paulo: Edgard Blücher, 2005. 230 p.

JORDAN, Patrick. An Introduction to usability. Londres: Taylor & Francis, 1998. 105 p.

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